Os dois camaradas foram eleitos pela assembleia do dia 19 de setembro, como delegados de base para a Plenária Nacional da FASUBRA, realizada em 30/09 e 01/10. Na Plenária, votaram de forma distinta dos delegados da maioria do SINDIFES na pauta sobre a tabela da carreira. Por causa disso, estão sendo alvo de um julgamento arbitrário colocado em pauta pela Direção do SINDIFES para a próxima assembleia do sindicato, que ocorrerá nesta terça (21/11).
Os trabalhadores estão sendo arbitrariamente acusados, por parte da dirigente do SINDIFES, Cristina Del Papa (UNIR), de supostamente ter "traído" a categoria por não terem votado conforme a deliberação da assembleia. É bom dizer que tal perseguição é parte da política da UNIR/CUT de fomentar a divisão da categoria e expô-la ao governo, tentando anular a proposta de reestruturação da carreira aprovada na Plenária e já entregue ao Governo.
A eleição dos delegados para a Plenária da FASUBRA ocorre de forma proporcional. O instituto de a maioria impor uma deliberação na assembleia para "amarrar" os votos dos delegados da minoria é uma medida antidemocrática, arbitrária, que visa cercear o direito da minoria se expressar em uma das mais importantes instâncias da federação, que é a Plenária Nacional.
Condenamos veementemente a perseguição política aos dois camaradas por parte da direção do SINDIFES. A Corrente Proletária na Educação - CPE/POR faz um chamado às demais forças que constroem a FASUBRA a se solidarizarem com os dois camaradas, em defesa do direito democrático de expressão das minorias de base na Plenária Nacional e do princípio da proporcionalidade da eleição de delegados, que regem os estatutos da nossa federação.
