Recentemente a direção da Aduern (PT/PCdoB) comemorou a
Resolução votada pelos conselhos da burocracia universitária de avaliação
desempenho como uma grande vitória da categoria. Isso expressa bem a política
continuísta dessa direção sindical.
O Plano
de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) anterior, garantia a progressão
automática pelo tempo de serviço. Com a mudança do PCCS, muitas das conquistas
da categoria foram retiradas sem haver nenhuma luta.
A
categoria assistiu a sua perde de direitos passivamente porque a direção
anterior da Aduern, Patrícia Barra, e a atual, Neto Vale, desarmaram
politicamente os docentes criando expectativas muito grandes acerca de uma
atualização dos salários com a votação do novo PCCS. Depois de cerca de dez
anos sem aumento salarial, a categoria amarga um dos arrochos salariais maiores
de sua história.
Agora,
se conquistarmos aumento salarial, vai ser preciso ter uma Lei Complementar
votada na Assembleia Legislativa; o artigo 11 do PCCS anterior, que atrelava
nosso salário ao salário da educação básica, foi retirado. Os mais de 200% de
defasagem salarial foram deixados para trás com a retirada desse artigo. E mais
recentemente, a progressão automática por tempo de serviço.
Não é
de hoje que a política do sindicalismo do PT e PCdoB deixa de lutar pelos
direitos dos explorados e negocia suas perdas. A suposta “amenização” das
perdas são comemoradas como vitória, deixando para trás os direitos que os
assalariados tinham anteriormente. Essa é a política de conciliação de classes.
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