quinta-feira, 23 de junho de 2022

Direção da Aduern negocia perdas de direitos

Recentemente a direção da Aduern (PT/PCdoB) comemorou a Resolução votada pelos conselhos da burocracia universitária de avaliação desempenho como uma grande vitória da categoria. Isso expressa bem a política continuísta dessa direção sindical.

O Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) anterior, garantia a progressão automática pelo tempo de serviço. Com a mudança do PCCS, muitas das conquistas da categoria foram retiradas sem haver nenhuma luta.

A categoria assistiu a sua perde de direitos passivamente porque a direção anterior da Aduern, Patrícia Barra, e a atual, Neto Vale, desarmaram politicamente os docentes criando expectativas muito grandes acerca de uma atualização dos salários com a votação do novo PCCS. Depois de cerca de dez anos sem aumento salarial, a categoria amarga um dos arrochos salariais maiores de sua história.

Agora, se conquistarmos aumento salarial, vai ser preciso ter uma Lei Complementar votada na Assembleia Legislativa; o artigo 11 do PCCS anterior, que atrelava nosso salário ao salário da educação básica, foi retirado. Os mais de 200% de defasagem salarial foram deixados para trás com a retirada desse artigo. E mais recentemente, a progressão automática por tempo de serviço.

Não é de hoje que a política do sindicalismo do PT e PCdoB deixa de lutar pelos direitos dos explorados e negocia suas perdas. A suposta “amenização” das perdas são comemoradas como vitória, deixando para trás os direitos que os assalariados tinham anteriormente. Essa é a política de conciliação de classes.


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