A direção do SINDSIFPE realizou entre final de março e início de abril uma rodada de assembleias presencias nos campi, com pauta principal a campanha pela reposição salarial sob o índice de 19,99% como aprovado pelo FONASEFE. Sob a discussão de como conquistar a reposição, aprovou-se “Estado de Greve” na maioria dos campi, enquanto não houvesse uma decisão do movimento nacional.
O POR atuou nas assembleias dos campi Abreu e Lima, região metropolitana de Recife e Barreiros, mata sul. Defendemos a construção do Comando de Mobilização para construção da greve, principalmente no quadro de desmobilização que foi intensificado com o isolamento social da pandemia. O Sinasefe é um sindicato de técnicos administrativos e docentes, mas a composição das assembleias foi majoritariamente de técnicos, o que pode ser explicado pelos menores salários e maiores perdas salariais. Além disso, defendemos uma resolução contra a guerra na Ucrânia, pela importância dos trabalhadores e seus sindicatos se colocarem por uma política independente contra as sanções imperialistas que é um ataque à economia mundial e pela retirada das tropas russas da Ucrânia, em defesa da autodeterminação da nação ucraniana.
O Comando de mobilização do campus Barreiros foi aprovado em assembleia e imediatamente construído por técnicos e docentes. O Comando atuou com um panfleto direcionado à base do campus e apontando a necessidade de fortalecer a luta pela reposição salarial. Expressamos a necessidade de unidade com os estudantes, convocando-os a defender as condições de estudo e trabalho, contra os cortes de verba sofridos. E, expressamos a necessidade do apoio ativo dos IFs à greve do INSS e que a derrota da greve dos trabalhadores do INSS será uma derrota para todos os servidores.
Diante da deflagração da greve para o dia 16 de maio pela Plenária Virtual, houve unificação dos comandos, formando Comando de Mobilização Unificado do IFPE. O comando unificado iniciará o processo de mobilização em 28/04 com panfleto unificado pela construção da greve do dia 16/05. Além disso, organizamos um calendário de reuniões presenciais por região, como forma de superar a fragilidade e dispersão dos métodos virtuais.
Leia a resolução na íntegra
Resolução Contra a Guerra na Ucrânia
A guerra na Ucrânia resultou do cerco imperialista imposto à Rússia pelos EUA e a OTAN, após a dissolução da URSS em 1991. Rapidamente, as ex-repúblicas populares e as ex-soviéticas desmembradas da Rússia foram incorporadas à OTAN e instalaram bases militares direcionadas contra Rússia.
Os EUA empurraram o governo Zelenski a provocar a ocupação russa, mantendo a disposição de colocar também a Ucrânia na OTAN. Zelenski, mesmo sabendo que não contaria com tropas da OTAN para se defender, fez o jogo do imperialismo e colocou a Ucrânia como bucha-de-canhão dos interesses imperialistas.
A responsabilidade da Rússia não está no fato de procurar se defender da ofensiva da OTAN, mas de oprimir a Ucrânia, de pisotear o seu direito à autodeterminação e de utilizar os meios e os métodos militares próprios do imperialismo.
A Ucrânia não pode libertar-se da opressão nacional da Rússia, submetendo-se aos maiores opressores do mundo, que são os Estados Unidos e as potências europeias. E a Rússia não tem como se defender do cerco imperialista norte-americano do pós-guerra e do fim da URSS, submetendo as ex-repúblicas soviéticas.
A Assembleia dos servidores do IFPE- campi Abreu e Lima e Barreiros, em face do conflito, se posiciona pelas seguintes bandeiras:
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