Completados 28 dias de greve, os servidores do INSS, representados pela sua federação, a FENASPS, estão numa luta heroica contra a prepotência do governo Bolsonaro, que se recusa a negociar, e o autoritarismo da gestão do INSS que já decidiu cortar o ponto dos grevistas.
Na segunda-feira (18/04), os servidores do INSS, representados pelo SINSPREV/SP, ocuparam o prédio da Superintendência do INSS de São Paulo, reivindicando o atendimento das reivindicações e contra o corte de ponto. Nessa terça-feira (19/04), a pedido da gestão do INSS, a Justiça de São Paulo determinou a reintegração de posse, sob pena de multa de 100 mil por dia e bloqueio das contas bancárias do sindicato, além da autorização para uso da força policial. Trata-se de um claro ataque da Justiça burguesa e da gestão do INSS ao direito de greve e de organização sindical.
A greve dos servidores do INSS sofre do isolamento das direções das centrais e sindicatos, o que torna os servidores mais vulneráveis à repressão estatal. O FONASEFE, fórum que reúne as entidades nacionais dos servidores públicos federais, marcou duas datas para iniciar a greve unificada, dias 09 de 23 de março, no entanto fracassou em iniciar a greve conjunta do funcionalismo federal. As entidades nacionais, reunidas no FONASEFE, seguem na sua impotência implorando que o Ministério da Economia negocie a recomposição salarial, como se o governo fosse negociar sem que as categorias estejam já em greve.
Está mais do que na hora da Fasubra, Sinasefe e Andes-SN realizarem, com urgência, suas plenárias nacionais de base, presenciais, para aprovar o início da greve e unificar com a dos servidores do INSS, pela recomposição salarial de 19,99%. Não adianta ficar correndo atrás do governo e visitando parlamentares. Chega de enrolação! Somente com a greve das categorias do funcionalismo, forte e unificada, é que o governo negociará!
A greve do INSS e a luta do funcionalismo federal pela recomposição salarial de 19,99% é parte das tendências de luta que se desenvolvem na atual conjuntura, pelos reajustes salariais, por moradia, contra as demissões etc. É necessário que as centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais unifiquem as lutas, chamem as assembleias presenciais e construam uma pauta unitária de reivindicações, por empregos, salários e diretos, e chamem um dia nacional de lutas, com paralisações e bloqueios, como um primeiro passo para a construção da greve geral.
- SOLIDARIEDADE ATIVA À GREVE DOS SERVIDORES DO INSS!
- ABAIXO O CORTE DE PONTO!
- CONTRA A REPRESSÃO DA JUSTIÇA BURGUESA!
- GREVE JÁ DAS DEMAIS CATEGORIAS DO FUNCIONALISMO FEDERAL!
- QUE AS CENTRAIS CONVOQUEM UM DIA NACIONAL DE LUTAS, COM PARALISAÇÕES E BLOQUEIOS, POR UMA PAUTA UNITÁRIA DE REIVINDICAÇÕES!

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