Por uma Plenária Nacional da Educação, presencial, para construção da greve pelos salários, direitos e financiamento integral da Educação
A greve pelos 19,99% de reajuste salarial dos servidores federais do FONASEFE não passou de blefe no início deste ano. Datas eram marcadas e desmarcadas sem uma construção real dos comitês e assembleias presenciais. Quem entrou em greve em data indicada pelo FONASEFE, como INSS, ficou isolado.
Naufragada a campanha unitária do FONASEFE, o blefe
é mantido pelas direções nacionais do ANDES-SN, FASUBRA e SINASEFE. A greve na
Educação ocorre de forma isolada em alguns campi das Universidades e Institutos
Federais, sem o empenho das direções sindicais em fortalecer e unificar o
movimento. O SINASEFE, que aprovou greve para o dia 16/05, fez Plenária
Nacional para discutir a greve apenas no dia 18/06, no formato virtual, e os
encaminhamentos foram: Ocupa Brasília em 28/06 e Plenária Híbrida em 29/06. A
greve do IFRS e UFPA, na base do ANDES-SN, provocou a direção a chamar a greve
para o dia 27/06, conforme decisão do setor das IFES. A reposição emergencial
de 19,99% (as perdas ultrapassam 50%) já foi abandonada e o ANDES-SN agora defende
“por uma LDO que contemple o reajuste salarial para todos os servidores
públicos federais”. O chamado formal à greve vem acompanhado com o chamado do
“Ocupa Brasília”, junto com os Institutos e CEFETs entre de 27 a 29/06. A FASUBRA, usa as mesmas justificativas da
direção nacional do SINASEFE (PSOL/Resistência), que precisa do ANDES-SN para
fazer uma greve unificada da Educação, por isso manteve e mantém isoladas a
greve de algumas seções. Certamente, a reboque da direção do ANDES-SN,
convocarão o Ocupa Brasília. Por que não ocorre a construção de uma greve
unificada da educação? Porque a Unidade se dá sob a política pequeno
burguesa da pressão jurídico-parlamentar pelo reforçamento das ilusões
eleitorais.
Diante do blefe, sem greve, o governo não negocia com as entidades da Educação Federal, usa a reivindicação salarial para justificar cortes no orçamento e recua até mesmo em relação aos míseros 5% de reposição. É urgente a defesa dos métodos próprios de luta dos explorados. Será com uma greve ativa dos servidores que se derrubará os ataques dos governos ao direito de organização e manifestação, a exemplo da Instrução Normativa (IN 54), que possibilita o corte de salário dos grevistas. Para isso as direções precisam abandonar os métodos virtuais, que mantém os trabalhadores passivos e individualizados. A exemplo do IFPE, que teve aprovação da adesão à greve a partir de assembleias presenciais em 9 campi e, logo foi enterrada por uma assembleia geral virtual da seção. A assembleia virtual só serviu para facilitar a pressão do Estado e da reitoria contra a greve.
É preciso exigir que a direções de convoquem as assembleias e comitês 100% presenciais em suas bases e uma plenária nacional presencial unificada das Universidades e Institutos Federais pela construção da greve ativa pela recomposição salarial, contra os cortes e contra a reforma administrativa – em defesa dos empregos e dos direitos. Com um calendário de luta que expresse ação coletiva da base e atos massivos de rua.

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