quinta-feira, 23 de junho de 2022

A greve das federais e o blefe das direções do SINASEFE, ANDES-SN e FASUBRA




Por uma Plenária Nacional da Educação, presencial, para construção da greve pelos salários, direitos e financiamento integral da Educação

A greve pelos 19,99% de reajuste salarial dos servidores federais do FONASEFE não passou de blefe no início deste ano. Datas eram marcadas e desmarcadas sem uma construção real dos comitês e assembleias presenciais. Quem entrou em greve em data indicada pelo FONASEFE, como INSS, ficou isolado.

Naufragada a campanha unitária do FONASEFE, o blefe é mantido pelas direções nacionais do ANDES-SN, FASUBRA e SINASEFE. A greve na Educação ocorre de forma isolada em alguns campi das Universidades e Institutos Federais, sem o empenho das direções sindicais em fortalecer e unificar o movimento. O SINASEFE, que aprovou greve para o dia 16/05, fez Plenária Nacional para discutir a greve apenas no dia 18/06, no formato virtual, e os encaminhamentos foram: Ocupa Brasília em 28/06 e Plenária Híbrida em 29/06. A greve do IFRS e UFPA, na base do ANDES-SN, provocou a direção a chamar a greve para o dia 27/06, conforme decisão do setor das IFES. A reposição emergencial de 19,99% (as perdas ultrapassam 50%) já foi abandonada e o ANDES-SN agora defende “por uma LDO que contemple o reajuste salarial para todos os servidores públicos federais”. O chamado formal à greve vem acompanhado com o chamado do “Ocupa Brasília”, junto com os Institutos e CEFETs entre de 27 a 29/06.  A FASUBRA, usa as mesmas justificativas da direção nacional do SINASEFE (PSOL/Resistência), que precisa do ANDES-SN para fazer uma greve unificada da Educação, por isso manteve e mantém isoladas a greve de algumas seções. Certamente, a reboque da direção do ANDES-SN, convocarão o Ocupa Brasília. Por que não ocorre a construção de uma greve unificada da educação? Porque a Unidade se dá sob a política pequeno burguesa da pressão jurídico-parlamentar pelo reforçamento das ilusões eleitorais.

Diante do blefe, sem greve, o governo não negocia com as entidades da Educação Federal, usa a reivindicação salarial para justificar cortes no orçamento e recua até mesmo em relação aos míseros 5% de reposição. É urgente a defesa dos métodos próprios de luta dos explorados. Será com uma greve ativa dos servidores que se derrubará os ataques dos governos ao direito de organização e manifestação, a exemplo da Instrução Normativa (IN 54), que possibilita o corte de salário dos grevistas. Para isso as direções precisam abandonar os métodos virtuais, que mantém os trabalhadores passivos e individualizados. A exemplo do IFPE, que teve aprovação da adesão à greve a partir de assembleias presenciais em 9 campi e, logo foi enterrada por uma assembleia geral virtual da seção. A assembleia virtual só serviu para facilitar a pressão do Estado e da reitoria contra a greve.

É preciso exigir que a direções de convoquem as assembleias e comitês 100% presenciais em suas bases e uma plenária nacional presencial unificada das Universidades e Institutos Federais pela construção da greve ativa pela recomposição salarial, contra os cortes e contra a reforma administrativa – em defesa dos empregos e dos direitos. Com um calendário de luta que expresse ação coletiva da base e atos massivos de rua.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Em defesa da democracia sindical - Solidariedade aos delegados do SINDIFES perseguidos pela direção do sindicato (UNIR/CUT)

A Corrente Proletária na Educação - CPE/POR , manifesta total solidariedade aos companheiros Jane Marangon e Erivelton Ferraz, que estão sof...