Na reunião do Consepe da UERN de 04 de maio, a Administração Superior (Reitoria) apresentou uma proposta de ensino remoto para os docentes provisórios contratados recentemente.
O problema foi que o semestre
iniciou remoto e na sua metade, passou para o presencial. Em virtude dos baixos
salários e das condições difíceis de trabalho, muitos dos docentes provisórios
desistiram do contrato quando o semestre voltou ao presencial. Quando novos
docentes foram contratados, na iminência do fim do semestre, a Reitoria ao
invés de estender o calendário universitário, como solicitado inclusive pelo
Fórum dos Diretores (parte da burocracia universitária), decidiu pela
legalização do ensino remoto.
O ensino remoto que havia sido
imposto sob o argumento da excepcionalidade da pandemia, agora estava sendo
utilizado pela Reitoria como possibilidade “não excepcional”, como alternativa
administrativa.
O ensino à distância precariza mais
ainda a educação, ampliando a separação entre a teoria e a prática, tornando o ensino mais
memorístico, anticientífico e esvaziado de conteúdo e sentido. Além de
precarizar mais ainda as condições de trabalho. A defesa do ensino presencial
não se confunde com a defesa da educação burguesa uma vez que se completa com a
luta pela educação vinculada à produção social, ou seja, ensino e trabalho, uma
educação que une a teoria com a prática, a educação que une o conhecimento das
bases científicas e tecnológicas do trabalho com o manuseio dos seus
instrumentos na produção social real.
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UERN: Curso de Pedagogia a distância conta com o silêncio da direção do DCE
Recentemente, a Reitoria anunciou o
estabelecimento de um curso de Pedagogia completamente à distância. A direção
do DCE, que possui o grupo político das estudantes de pedagogia, que se dizia a
todo momento da pandemia, “contrária totalmente ao ensino remoto”, calaram-se
antes com o ensino remoto em Pedagogia durante a pandemia e agora também com a
implementação de um curso em EAD (ensino à distância).
O problema é que esses estudantes
nunca romperam seus laços políticos com a burocracia universitária da Faculdade
de Educação. Quando da direção do Centro Acadêmico de Pedagogia, agiram como
braço dessa burocracia entre as estudantes do Curso. Agora, mantém-se caladas porque
continuam presos a esses compromissos políticos escusos.
Para se ter uma direção das entidades estudantis independentes, elas precisam defender políticas revolucionárias. Não é possível hoje, fazer um movimento dos explorados independentes, se não possuir uma política independente das ideias burguesas da quais a burocracia universitária é sua integrante.
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