terça-feira, 24 de maio de 2022

UERN: CONSEPE aprova ensino remoto em caráter não excepcional

             Na reunião do Consepe da UERN de 04 de maio, a Administração Superior (Reitoria) apresentou uma proposta de ensino remoto para os docentes provisórios contratados recentemente.

            O problema foi que o semestre iniciou remoto e na sua metade, passou para o presencial. Em virtude dos baixos salários e das condições difíceis de trabalho, muitos dos docentes provisórios desistiram do contrato quando o semestre voltou ao presencial. Quando novos docentes foram contratados, na iminência do fim do semestre, a Reitoria ao invés de estender o calendário universitário, como solicitado inclusive pelo Fórum dos Diretores (parte da burocracia universitária), decidiu pela legalização do ensino remoto.

            O ensino remoto que havia sido imposto sob o argumento da excepcionalidade da pandemia, agora estava sendo utilizado pela Reitoria como possibilidade “não excepcional”, como alternativa administrativa.

            O ensino à distância precariza mais ainda a educação, ampliando a separação entre a teoria  e a prática, tornando o ensino mais memorístico, anticientífico e esvaziado de conteúdo e sentido. Além de precarizar mais ainda as condições de trabalho. A defesa do ensino presencial não se confunde com a defesa da educação burguesa uma vez que se completa com a luta pela educação vinculada à produção social, ou seja, ensino e trabalho, uma educação que une a teoria com a prática, a educação que une o conhecimento das bases científicas e tecnológicas do trabalho com o manuseio dos seus instrumentos na produção social real.


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UERN: Curso de Pedagogia a distância conta com o silêncio da direção do DCE

            Recentemente, a Reitoria anunciou o estabelecimento de um curso de Pedagogia completamente à distância. A direção do DCE, que possui o grupo político das estudantes de pedagogia, que se dizia a todo momento da pandemia, “contrária totalmente ao ensino remoto”, calaram-se antes com o ensino remoto em Pedagogia durante a pandemia e agora também com a implementação de um curso em EAD (ensino à distância).

            O problema é que esses estudantes nunca romperam seus laços políticos com a burocracia universitária da Faculdade de Educação. Quando da direção do Centro Acadêmico de Pedagogia, agiram como braço dessa burocracia entre as estudantes do Curso. Agora, mantém-se caladas porque continuam presos a esses compromissos políticos escusos.

            Para se ter uma direção das entidades estudantis independentes, elas precisam defender políticas revolucionárias. Não é possível hoje, fazer um movimento dos explorados independentes, se não possuir uma política independente das ideias burguesas da quais a burocracia universitária é sua integrante.


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