terça-feira, 24 de maio de 2022

Fortalecer a Greve dos Institutos Federais – Em defesa dos salários, condições de trabalho e estudo! Oito campi do IFPE já deflagraram GREVE!


Com cinco anos de salários congelados e piora nas condições de trabalho pelo corte de verba do governo, a respostas dos servidores federais dos IFs foi a deflagração da greve a partir de 16 de maio. Até o momento aderem a este movimento IFMG, IF Sul-RS, IFBA, IFPA, ETRB(PA), Ciaba-PA e IFPE. No IFPE, a rodada de Assembleias presenciais iniciadas em 17/05 aprovou a greve por tempo indeterminado em 8 campi: Caruaru está em greve desde o dia 16/05; Recife (incluindo Reitoria e EaD), Olinda, Cabo de Santo Agostinho, Abreu e Lima, Igarassu, Garanhuns e Ipojuca iniciam a greve a partir de 30 de maio.

Os IFs enfrentam além da desvalorização salarial, com a alta inflacionária e congelamento salarial, o sucateamento dos campi. O retorno presencial ocorreu sob condições de trabalho e estudo precarizados pelos cortes de verba. O corte de bolsas prejudica os estudantes e o andamento do ensino, pesquisa e extensão. Por isso, é necessário fazer desta luta uma trincheira de defesa da educação pública.

Nos IFs, os maiores atingidos são os técnicos administrativos, com perdas que atingem 100%, enquanto os docentes chegam a 50% de defasagem salarial. Após mais de dois anos de atomização e passividade pela política de “isolamento social”, a campanha unificada de reajuste salarial de 19,99% foi abandonada pelo Fonasefe, o que obrigou a base a pressionar suas direções a iniciar a greve. Assim, o INSS iniciou a greve mesmo isolados, o que pressionou o governo a negociar suas pautas específicas. Servidores da Controladoria Geral da União (CGU) e Secretaria do Tesouro Nacional anunciaram greve por tempo indeterminado, a CGU em 30 de maio e da Secretaria em 23 de maio, com pauta de reajuste salarial de acordo com a inflação, em 27%, além de pautas específicas acerca das condições de trabalho.

 

Construir a greve pela base e pressionar as direções nacionais a construírem efetivamente o movimento em defesa da Educação!

No 34º CONSINASEFE a maioria das falas da base expressaram a necessidade da construção da greve unificada da educação, como formar de lutar pela reposição salarial e contra os ataques do governo. A direção nacional do Sinasefe vacila na construção da greve, condicionando-a a adesão do ANDES-SN e Fasubra, por isso chamaram a Plenária Unificada da Educação para o dia 21/05 de forma híbrida, com a participação presencial apenas das direções em Brasília. Estes métodos virtuais só servem para as direções passarem por cima da base, e a Plenária não serviu para encaminhar a unidade na greve, mantendo o movimento disperso, encaminhando: solicitação de nova reunião com o MEC, participação de ato em 31/05, jornada de lutas com um ato em Brasília na primeira quinzena de junho e uma nova reunião ampliada (a ser agendada).

O governo Bolsonaro já deixou mais que claro que não tem disposição de negociar a reposição salarial. É urgente e necessário que a base construa a greve a partir das Assembleias e Plenárias presenciais, como forma de pressionar as direções nacionais a se colocarem efetivamente pela greve, única forma de impor ao governo o atendimento das reivindicações em torno dos salários, condições de trabalho e defesa da educação.

 Evasão escolar expressa aumento da miséria das famílias – Defender as condições de permanência com a construção da Greve unificada dos que estudam e trabalham nos IFs

O aumento da crise econômica com a pandemia, intensificou os problemas sociais, como avanço da evasão escolar. Os alunos estão abandonando a escola para trabalhar, ou as dificuldades financeiras das famílias impedem de manter os filhos nas escolas.

Em alguns campi do IFPE, alguns servidores apontam o receio da greve aumentar o quadro de evasão, com os alunos buscando outras escolas. Os dados de evasão mostram que a maioria dos estudantes estão abandonando e não transferindo para outras escolas. A exemplo do campus Barreiros, em 2019 tinha 617 estudantes e 9 evasões (8 desistências e 1 transferência externa); 2020 havia 558 estudantes, com 67 evasões (57 abandonos, 2 cancelamentos e apenas 8 transferências externas); 2021, com 510 estudantes, 56 evasões (51 abandonos, 1 cancelamento e 4 transferências externas). Após a pandemia aumentou significativamente a evasão no IFPE-Barreiros, que fica em uma zona rural, pobre, a população sofre com o desemprego, miséria e enchentes. O abandono dos estudantes expressa o que ocorreu nas regiões mais empobrecidas do país, com a combinação da crise econômica com a pandêmica. Assim, o aumento da evasão ocorrerá enquanto as famílias são jogadas à miséria, e não pela greve. Isso, só mostra que a defesa dos IFs deve se ligar à defesa das condições para os estudantes continuarem estudando, como: refeição, moradia, bolsas e todos os materiais necessários aos filhos das famílias oprimidas – o que foi fortemente afetado com a Emenda Constitucional 95/2016 pelo governo Temer. Por isso, é parte das reivindicações do movimento grevista do Sinasefe nacional a revogação da EC 95!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Em defesa da democracia sindical - Solidariedade aos delegados do SINDIFES perseguidos pela direção do sindicato (UNIR/CUT)

A Corrente Proletária na Educação - CPE/POR , manifesta total solidariedade aos companheiros Jane Marangon e Erivelton Ferraz, que estão sof...