Recentemente, a Reitoria da UFRN, por meio da PROGESP, anunciou uma Minuta de Resolução que institui o Programa de Gestão de Trabalho da UFRN. Esse programa, além de instituir o teletrabalho, tem como principal objetivo substituir o sistema de frequência do ponto eletrônico pelo método de mensuração de frequência por “entregas”, para todos, inclusive no presencial.
Com o Programa de Gestão, o trabalho por jornada será substituído pelo trabalho por produção (“entregas”). Isso significa, na prática, que nossa frequência estaria em função de cumprir ou não as “entregas”, de modo que, não cumprindo as tarefas, teríamos perdas salariais no final do mês.
Com a dispensa do ponto eletrônico e a substituição pelas "entregas", o servidor não terá mais horário para encerrar o trabalho. O direito de todo trabalhador de ter uma jornada de trabalho é histórico. Sem a jornada de trabalho, o trabalhador perde a proteção contra possíveis pressões para dar conta das "entregas" e ter que extrapolar as 8 horas de trabalho.
Muitos servidores estão se aposentando, mas são poucas as admissões por concurso. De 2015 para cá, houve uma redução de 275 técnico-administrativos do quadro de servidores da UFRN, reduzindo de 3250 para 2975 servidores. Essa tendência de redução do quadro efetivo de servidores poderá levar a uma sobrecarga cada vez maior. Com o trabalho por “entregas”, os servidores, sobrecarregados, terão que trabalhar dia e noite para cumprir as "entregas", sem que as horas a mais trabalhadas sejam contabilizadas.
Não podemos deixar passar tamanho retrocesso. Para isso, é preciso que haja reuniões setoriais, que culminem numa assembleia geral do SINTEST, para tomarmos uma posição, um plano de luta e nos mobilizarmos contra esse retrocesso histórico nas nossas condições de trabalho!
- Nada de trabalho por "entregas"!
- Em defesa da Jornada de Trabalho!
- Reniões setoriais e Assembleia Geral do SINTEST para construir a mobilização da categoria contra esse retrocesso!

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