No congresso do Andes mais recente, os delegados da Sessão Sindical da Aduern, afirmaram que a defasagem da categoria estava em mais de 200%. Realmente, na direção anterior da Aduern, quando Patrícia Barra era presidente, a comissão que estudou o índice da categoria naquela época, apontava para uma defasagem salarial de 280%.
Porém, quando foi definir o índice
de reajuste da campanha salarial desse ano, a direção, primeiro, se sustentou
no estudo de uma comissão que trouxe três índices diferentes: 109%,
considerando o artigo 11 do Plano de Cargos Carreira e Salários (PCCS) anterior,
de 1989; 79% considerando a defasagem salarial docente desde 2014; e 67% em
virtude da inflação do mesmo período.
A direção atual da Aduern é de
membros do PT e PCdoB. O governo do Estado é do PT e o vice-governador do
PCdoB, Fátima Bezerra e Antenor Roberto, respectivamente. A direção esqueceu os
mais de 200% e defendeu o menor índice, 67%, porque atua como agente do governo
no seio da categoria. As direções sindicais da esquerda oficial e oficialistas,
tentam aprovar o menor índice possível no intuito de cooperar com seus governos
ou fazer o que chamam de “sindicalismo do possível”. O possível para esses
senhores é o que cabe na administração do Estado burguês dos seus governos e do
governo dos patrões. E não os direitos dos explorados. Na iminência de perder a
votação na assembleia, a direção abriu mão de sua posição em defesa da luta
pelo índice de reajuste salarial de 80%.
O artigo 11 do PCCS de 1989 determina
que o maior salário da educação básica é o salário base do docente da UERN em
início de carreira com 20h. Esse PCCS foi substituído por um novo onde o artigo
11 foi retirado. Portanto, a categoria teve uma perda em seus direitos sem
demonstração de indignação. Mas mesmo quando era Lei, nenhuma direção da Aduern
defendia esse artigo. O artigo 11 do PCCS de 1989 determinaria um aumento de
cerca de mais de 200% no salário atual.
Os docentes da UERN se quiserem defender
seus direitos e pararem de rebaixá-los diante dos governos, precisa superar o
“sindicalismo do possível” e construir novas direções sindicais,
verdadeiramente de luta, ou seja, construir as frações revolucionárias como
futuras alternativas para as direções de seus sindicatos.
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