Os docentes das universidades estaduais do Paraná e os servidores de todo o Estado acumulam 36% perdas salariais e o governo está irredutível, continua descumprindo a lei e não repõe as perdas. Do outro lado, o FES/Fórum das Entidades Sindicais do Estado, dirigido pela APP-Sindicato, vinculada ao PT, já indicou que está descartada uma greve unificada para pressionar o governo. A razão é que todos estão enfiados nas campanhas eleitorais, não vão se desviar desse rumo e ademais não querem que uma greve espante os votos da pequena burguesia.
Os sindicatos docentes das estaduais – seções sindicais do ANDES/SN – constituíram um Comando Sindical Docente para unificar e coordenar suas ações, mas, não conseguem responder à política de colaboração de classes do FES. De fato, várias diretorias estão sob a orientação do PT e do PSOL, partidos reformistas que subordinam a atividade do sindicato às conveniências eleitorais. Foi por isso que todos se enfiaram nas movimentações pelo “Fora Bolsonaro”, assim como a direção nacional do ANDES.
Nesse cenário, teremos mais um ano sem reposição das perdas, o que, aliada ao desmonte provocado pela LGU, representará mais retrocesso das universidades e degradação das condições de vida dos servidores.
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